Avoir du toupet  (Expressões francesas) escrito em terça 09 fevereiro 2010 13:21

                       

Significa ter audácia. E sua origem é bastante remota.

Na Itália do século XVI existiam matadores que os senhores poderosos contratavam para livrar-se de seus inimigos. Eram chamados de “bravi”, o que deu origem à palavra “bravo” que usamos por aqui.

Esses “bravi” eram raramente condenados porque, claro, eram protegidos por aqueles que os contratavam. Assim mesmo, eles não faziam muita questão de serem reconhecidos. Razão pela qual eles se disfarçavam usando um “toupet”, uma espécie de trança espessa de cabelos, que eles colocavam na frente do rosto quando agiam. Às vezes também colocavam uma meia na cabeça ou colocavam um bigode.

Hoje, se diz de alguém qu’ “il a du toupet” quando demonstra grande audácia, em referência aos “bravi”da Itália que matavam a sangue frio por dinheiro.

 

Tristan Dierckx

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Hommes...  (Meus textos) escrito em terça 09 fevereiro 2010 13:21

 

 

 

Hommes des Villes

Hommes des batailles

Hommes des tiroirs-caisses

Hommes des nuits

Hommes qui croient

Et qui ne croient pas

Hommes qui rêvent

Et qui ne rêvent pas

Hommes qui forniquent

Et qui cherchent leur maman

Hommes qui disent non

Hommes qui...

Hommes qui...

Hommes...

 

Tristan Dierckx

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Les belges à Botucatu (2) - Belgas em Botucatu (2)  (Monte Alegre) escrito em sexta 05 fevereiro 2010 18:07

Lors de l'indépendance du Congo, beaucoup d'Européens rentrèrent au pays et beaucoup, pour des raisons diverses ne parvinrent ou ne voulurent s'insérer dans la société qu'ils avaient fuie des années auparavant. Le gouvernement belge, par le biais de l'un de ses organismes, leur offrit en 1961 –sur ce que l'on croyait un plateau d'argent- une possibilité de refaire leur vie dans un pays de soleil. Dans des conditions apparemment avantageuses, les élus (car il y eut des critères de sélection) s'embarquèrent en bateau vers le Brésil. Ils étaient une petite centaine, célibataires et pères de famille souvent nombreuse. Ils furent conduits sur une terre qu'ils n'avaient pas choisie et qui s'avéra fluidique, mystérieuse et aride, dans un pays politiquement et monétairement instable et souvent hostile. Leurs femmes et enfants les rejoignirent quelques semaines plus tard et s'installèrent plutôt mal que bien dans des maisons de bois où il fallut rendre l'eau courante et potable, installer l'électricité, inventer des meubles, acheter chevaux et mules pour conduire les enfants à l'école rurale indigène et déficiente, en un mot, vivre en pionniers.Cela fut dur, comique, tragique et parfois poignant et tendre.

 

Gemaine Preumont (Mouchette)

 

                             


Na época da independência do Congo, muito europeus voltaram para o país e muitos, por várias razões, não conseguiram ou não quiseram se integrar na sociedade da qual tinham fugido anos antes. O governo belga, por meio de um dos seus órgãos, ofereceu-lhes em 1961 – sobre o que pensávamos ser uma bandeja de prata – uma possibilidade de refazer suas vidas num país de sol. Em condições aparentemente vantajosas, os eleitos (pois houve critérios de seleção) embarcaram num navio rumo ao Brasil. Eram em torno de cem, solteiros e pais de família freqüentemente numerosa. Eles foram levados para uma terra que não tinham escolhido e que revelou ser etérea, misteriosa e árida, num país políticamente e economicamente instável e freqüentemente hostil. Suas mulheres e crianças juntaram-se a eles algumas semanas mais tarde e instalaram-se, mais mal do que bem, em casas de madeira onde foi preciso instalar água corrente e torná-la potável, instalar a eletricidade, inventar móveis, comprar cavalos e mulas para levar as crianças até a escola rural deficiente. Em resumo, viver como pioneiros. Foi duro, cômico, trágico e às vezes comovente e tenro.

 

Tradução/versão de Tristan Dierckx

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Conheça Botucatu (2)  (Botucatu (Bons ares)) escrito em segunda 01 fevereiro 2010 15:10

A qualidade de vida das cidades do interior é um dos atrativos de

        Botucatu. Além da beleza, do charme.

 

 

  Uma história em cada canto. Os lugares       têm para nós uma história. É o    

      fenômeno do pertencimento.   

 

 

 

 

 

 

Não me lembro do nome desta rua (acima) mas representa um pouco da tranquilidade da cidade.

 

 

 

 

A praça Alexandre Flemming (à direita), diferente   e interessante, que não lembra em nada a penicilina de Alexandre...

                                                                                               

 

 

 

 

 

          

 

 

              Prefeitura Municipal, antigo prédio              dos correios, foi reformada pelo                      Prefeito Ielo.  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O antigo Forum, hoje abandonado, foi também uma cadeia. Outros tempos...Será construido outro. Fora de mão, é claro.

   

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Manneken-Pis  (As marcas do homem) escrito em sábado 30 janeiro 2010 03:18

Monumento curioso que surpreende ás vezes os turistas, que geralmente o imaginam bem maior, Manneken-Pis é bem representativo da cidade de Bruxelas. Inusitado e único no mundo, o Manneken-Pis é uma das principais atrações do folclore de Bruxelas, junto com o desfile do Ommegang.

Mas todo monumento tem uma história. Então vamos a ela.

No início, era somente uma fonte como muitas outras, que alimentava a cidade em água potável. Ainda não havia estátua nenhuma. Mas muito cedo, num texto datado de 1388, menciona-se uma estátua de pedra no local chamada “Petit Julien” (Julianekensborre) e não temos idéia de como ela era. O nome de Manneken-Pis aparece pela primeira vez num texto de 1451 que está conservado nos arquivos da cidade de Bruxelas. O que nos faz pensar que já se tratava de um menino se ‘aliviando”.

A estátua que conhecemos hoje é de bronze e mede 61 cm de altura. Foi feita pelo escultor Jérôme Duquesnoy “o antigo” em 1619, a pedido da municipalidade de Bruxelas.

Mas nossa estátua passa por aventuras e riscos. Por exemplo, durante o bombardeio da cidade pelas tropas de Luis XIV, entre o dia 13 e 15 de agosto de 1695, tiveram que retirá-la e colocá-la em local seguro. Ela foi recolocada no lugar depois do bombardeio, no dia 19 de agosto. O nicho em que se encontra hoje foi feito em 1770.

Foi no dia 1º de maio de 1698 que o Principe-eleitor Maximiliano-Emanuel de Baviera, governador geral dos Países-Baixos espanhóis, lhe oferece a primeira fantasia, de cor “azul de Baviera”, de sua imensa coleção de trajes. Desde então passou a receber roupas, uniformes ou fantasias de vários cantos do mundo. A tal ponto que hoje possui mais de 800 trajes diferentes. Todos os trajes estão expostos no Museu de Bruxelas.

A nossa estátua também foi vítima de muitos atos de vandalismos. Em 1745 foi roubada pela primeira vez por soldados ingleses. Dois anos mais tarde, foi roubada por um granadeiro francês, para o desespero da população. O rei da França Luis XV devolveu a estátua e ofereceu um traje de Marquês. Em 1817, Antoine Lycas, ex-galeriano, foi marcado com ferro em brasa por ter provocado danos à estátua.

Diante de tudo isso, o original foi retirado e substituído por uma cópia em 1965. O original se encontra protegido na “Maison Du Roi” (Casa do Rei). Foi uma excelente iniciativa, já que a estátua, no decorrer do século XX, foi alvo de mutilações e de tentativas de roubo.

Hoje, Mannekem-Pis transformou-se numa figura de lenda, conhecida mundialmente. Transformou-se na representação do humor bruxelense e no símbolo da contestação e despreocupação que são característicos do povo da capital da Bélgica. Além de símbolo de resistência às múltiplas ocupações estrangeiras e ao fanatismo.

Cavaleiro da Ordem de São Luis, Brigadeiro de honra de vários regimentos, o mais velho morador de Bruxelas recebeu também o título de “Primeiro Embaixador do Patrimônio Folclórico e Cultural de Bruxelas”.

Os membros da “Ordem dos Amigos de Manneken-Pis” o ajudam a desempenhar suas funções de “Primeiro Embaixador”. Esta Ordem, que foi fundada em 1954, cuida de acolher bem os turistas que vêm visitar a célebre estátua. Participam também dos eventos relativos à cultura de Bruxelas, tanto na Bélgica quanto em outros países. Todos os anos também organizam o cortejo de São Nicolau (Saint Nicolas) no início do mês de dezembro.

Contam-se várias lendas referentes ao surgimento da estátua. Vou contar duas delas, embora existam mais...

 

Primeira lenda

 

Conta-se que Bruxelas fora sitiada por um inimigo poderoso durante vários dias. Percebendo que a cidade resistia, decidiram acender uma mecha com o objetivo de incendiá-la no momento em que iam embora.

A população, feliz por livrar-se dos inimigos, festejava pelas ruas.

Felizmente, um menino que passava pela rua onde hoje está a fonte viu a mecha queimando e, apesar da idade, entendeu o perigo que representava para a cidade. Como não sabia onde encontrar água resolveu urinar na mecha que se apagou. Algumas pessoas que passavam por ali viram o herói em pleno ato de salvamento. 

Em sua honra, construíram a estátua reproduzindo o ato heróico do menino.

 

Segunda lenda

 

Conta-se que “Manneke-Pis” ou “Manneken-Pis” era o pequeno príncipe Godofredo de cinco anos. Um dia, enquanto caminhava numa procissão que ia ao encontro de um exército de cruzados que voltava de Jerusalém, o menino parou na esquina onde hoje se encontra a estátua para urinar. Mas o pequeno Godofredo se perdeu da procissão, onde ninguém tinha notado sua ausência.

Depois de uma hora, algumas pessoas notaram a ausência do jovem príncipe e entraram em pânico. Uma delegação voltou e acabou encontrando o príncipe no lugar em que tinha urinado. Para comemorar este evento, resolveram colocar uma estátua de um menino urinando na esquina em que foi encontrado.

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